A claridade ofuscando a visão.
A mente dizendo não.
Contrastando a sobriedade
com o encanto da embriaguez.
O coração alimenta o que não se pode ver.
A historia se repete novamente.
Pintando o sete de uma paixão.
Ou serás obsessão?
O relógio enuncia um pensamento.
Ainda ousas me manter em seus sonhos.
A euforia de um passado consome o presente.
Perturbas tanto minha sanidade
quanto o som da chuva batendo na janela.
Toc, toc, toc...
Desta vez não é o tempo correndo
como um coelho branco, mas, o céu
chorando por mim
quando ja não tenho mais lágrimas para chorar por ti.
As árvores que enfeitavam o jardim
viram agora obstáculos.
A idéia senil nos proíbe.
Por que reinas soberano em mim?
Café, livros, palavras...
Unhas pintadas de sangue
lembram um papel perdido.
Roubado um ponto de paz.
A caixa que tudo guarda, que tudo sabe.
São segredos violados que abrem as feridas da solidão.
A confiança foi sequestrada pelos imundos,
e o medo nos invade.
A mão solidifica-se com o vento.
- Não vivo sequer mais um dia sem ti, meu amado.
Já não sentes mais o pulsar das veias.
Palavras adormecem no coração.
Estás distante. Gélida e pálida.
- Dormirei contigo esta noite.
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