A claridade ofuscando a visão.
A mente dizendo não.
Contrastando a sobriedade
com o encanto da embriaguez.
O coração alimenta o que não se pode ver.
A historia se repete novamente.
Pintando o sete de uma paixão.
Ou serás obsessão?
O relógio enuncia um pensamento.
Ainda ousas me manter em seus sonhos.
A euforia de um passado consome o presente.
Perturbas tanto minha sanidade
quanto o som da chuva batendo na janela.
Toc, toc, toc...
Desta vez não é o tempo correndo
como um coelho branco, mas, o céu
chorando por mim
quando ja não tenho mais lágrimas para chorar por ti.
As árvores que enfeitavam o jardim
viram agora obstáculos.
A idéia senil nos proíbe.
Por que reinas soberano em mim?
Café, livros, palavras...
Unhas pintadas de sangue
lembram um papel perdido.
Roubado um ponto de paz.
A caixa que tudo guarda, que tudo sabe.
São segredos violados que abrem as feridas da solidão.
A confiança foi sequestrada pelos imundos,
e o medo nos invade.
A mão solidifica-se com o vento.
- Não vivo sequer mais um dia sem ti, meu amado.
Já não sentes mais o pulsar das veias.
Palavras adormecem no coração.
Estás distante. Gélida e pálida.
- Dormirei contigo esta noite.
Mental Disorder
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Ponteiros homicidas
Vozes soam distantes.
Rostos estranhos me cercam.
Nenhum com teu semblante
Teu sorriso metálico.
Ah, que falta me fazes!
O relógio começa a marchar.
Nem sempre é o começo.
O frio esquenta a alma
que já não pertence a mim.
No chão de um quarto juras foram feitas.
Na memória de um homem, esquecidas.
O relógio começa a marchar.
Nem sempre é o começo.
Transbordando em som
Uma cascata de lágrimas te imploram.
No silêncio da sala
corações gritam desesperadamente pela paz.
O relógio continua a marchar.
Onde está o começo?
domingo, 20 de junho de 2010
After much alcohol and sex
Hoje tudo o que eu quero são alguns cigarros. Quero podê-los fumar à beira-mar, olhando o sol se pôr. Quero a minha sensação de liberdade. Nada mais.
sábado, 19 de junho de 2010
Infinita highway
13 de Junho, é e sempre será um dia perfeito no meu calendário. Um ano e 6 dias já se passaram, mas aqui dentro nem um segundo saiu daquele momento... É como a vista perfeita de um caleidoscópio.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Meio tarde.
Obrigada a quem ler, me entender, e se identificar comigo. Obrigada também a quem não me entender... Ao menos algo te trouxe até aqui e lhe mostrou que sua realidade não é unica.
Pessoas perdem suas emoções num piscar de olhos e se esvaziam do ser, do estar. Emoções que, às vezes, nem existiram. É meio tarde para reconquistá-las, mas não completamente tarde.
Se a felicidade existir, espero que leia isto e me siga. Preciso de sua companhia, Sra. Felicidade...
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Mundo paralelo
Quem vê?
Quem sente?
A dor corroendo feições.
Desordem de uma depressão.
O corpo avisa que já é tarde
A mente finge não entender.
Viaja a outros cantos
onde descança.
A passagem terminal
Leva a um paraíso em preto e branco.
Não revelas o que te fere.
Por que, linda moça? Por que choras assim?
Sua voz me confunde.
Transato importuno.
Tudo o que escreves são tristezas do amor.
Amor. Oh, triste, doce, amor.
Distrações me encontram no instante em que me perco.
Os olhos não enxergam
Palavras que não preenchem.
Quero ser teu sono, teus sonhos.
Quem vê?
Quem sente?
O encanto nunca se cansa.
Imaginação, sinônimo de loucura.
O dom nasce repentinamente.
Quatro olhos veêm o que há por dentro.
O vento assobia nossa canção.
Um passáro voa acima de nós e faz pouso em uma árvore.
Colados no prazer, estamos.
Meus olhos se movem e te devoram
de uma forma bonita e singela.
Sentados num tapete de grama cinza
nos entregamos ao sentir.
Quem vê?
Quem sente?
Vida de sonho.
Talvez num universo tangente
Estamos juntos nos Campos de Morango, para sempre.
Quem vê?
Quem sente?
Corroendo afeições.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Ouvindo as folhas.
A mesma floresta me chama
com a brutalidade de sua escuridão
A música ainda toca
O homem se aproxima... é o mesmo todas as noites.
Me convida para dançar.
Toque profundo.
Me faz sangrar.
Estou presa novamente em meu sonho.
Sonho real. Não posso ir embora.
Dançamos.
Morremos.
Estamos dançando a valsa da morte.
Fecho os olhos, continuo ali
Onde meus pés se movem extasiados
ao som da música.
Som da meia-noite.
Quando os abro, estou de volta.
De volta pra um lugar que não chamo de lar.
Ali estou segura, mas ferida
como a ave morta no topo da árvore.
Entorpecida com pesadelos.
Estás sonhando menina, Acorde.
Inspirado em "O diário secreto de Laura Palmer"
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