Ponteiros homicidas
Vozes soam distantes.
Rostos estranhos me cercam.
Nenhum com teu semblante
Teu sorriso metálico.
Ah, que falta me fazes!
O relógio começa a marchar.
Nem sempre é o começo.
O frio esquenta a alma
que já não pertence a mim.
No chão de um quarto juras foram feitas.
Na memória de um homem, esquecidas.
O relógio começa a marchar.
Nem sempre é o começo.
Transbordando em som
Uma cascata de lágrimas te imploram.
No silêncio da sala
corações gritam desesperadamente pela paz.
O relógio continua a marchar.
Onde está o começo?
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