quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ponteiros homicidas


Vozes soam distantes. 
Rostos estranhos me cercam. 
Nenhum com teu semblante
Teu sorriso metálico. 
Ah, que falta me fazes!


O relógio começa a marchar.
Nem sempre é o começo. 


O frio esquenta a alma 
que já não pertence a mim.
No chão de um quarto juras foram feitas. 
Na memória de um homem, esquecidas. 


O relógio começa a marchar. 
Nem sempre é o começo.


Transbordando em som
Uma cascata de lágrimas te imploram.
No silêncio da sala
corações gritam desesperadamente pela paz.


O relógio continua a marchar.
Onde está o começo?

Nenhum comentário:

Postar um comentário