quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ouvindo as folhas.

A mesma floresta me chama
com a brutalidade de sua escuridão
A música ainda toca
O homem se aproxima... é o mesmo todas as noites.
Me convida para dançar.

Toque profundo.
Me faz sangrar.

Estou presa novamente em meu sonho.
Sonho real. Não posso ir embora.

Dançamos.
Morremos.
Estamos dançando a valsa da morte.

Fecho os olhos, continuo ali
Onde meus pés se movem extasiados
ao som da música.
Som da meia-noite.

Quando os abro, estou de volta.
De volta pra um lugar que não chamo de lar.
Ali estou segura, mas ferida
como a ave morta no topo da árvore.

Entorpecida com pesadelos.
Estás sonhando menina, Acorde.


Inspirado em "O diário secreto de Laura Palmer"

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