A mesma floresta me chama
com a brutalidade de sua escuridão
A música ainda toca
O homem se aproxima... é o mesmo todas as noites.
Me convida para dançar.
Toque profundo.
Me faz sangrar.
Estou presa novamente em meu sonho.
Sonho real. Não posso ir embora.
Dançamos.
Morremos.
Estamos dançando a valsa da morte.
Fecho os olhos, continuo ali
Onde meus pés se movem extasiados
ao som da música.
Som da meia-noite.
Quando os abro, estou de volta.
De volta pra um lugar que não chamo de lar.
Ali estou segura, mas ferida
como a ave morta no topo da árvore.
Entorpecida com pesadelos.
Estás sonhando menina, Acorde.
Inspirado em "O diário secreto de Laura Palmer"
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